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sábado, 4 de julho de 2009

Voltei!!! Pudim de Pão do Chef Curtis Stone


Mais de um ano se passou e não teve um dia neste período que eu não pensava em escrever e voltar ao mundo das delícias, juntamente com amizades que nasceram e muito aprendizado!
O ano foi longo...Muito longo, mas a cozinha aqui em casa continuou a funcionar, talvez não com tanta freqüência, pois tinha dias que apesar da vontade de cozinhar e preparar quitutes(rsrsrs!) faltava-me forças físicas e aí a modernidade comparecia, pizzas, pratos prontos, comida chinesa ou japonesa. Quem não gostava muito disto era o “bolso”, o marido e a saúde, porque afinal nada melhor do que uma gostosa comida caseira.
Os pedidos por telefone com certeza irão continuar, pois o tempo ainda está curto, mas o amor pela cozinha bateu mais forte e irei me esforçar para publicar as receitas e histórias por de trás dos alimentos e claro, visitar os amigos... Hummm! Já sinto o cheirinho da cozinha de vocês!

Esta semana compartilho uma receita de Pudim de Pão, porém diferente.
Esta receita eu assisti o Chef Curtis no Discovery Home and Health, em seu programa semanal em 2007. Desde então, só consigo fazer esta receita, pois gosto de pudim de pão, mas não sou fã, e esta receita torna um prato simples (nada contra!) em elegante! É um prato nada light, mas com certeza se você comer com moderação não irá fazer mal, só bem!


TRADITIONAL ENGLISH BREAD AND BUTTER PUDDING
Ingredientes
3 ½ xícaras de leite integral (eu usei o de garrafa por ser mais consistente-gorduroso)
3 xícaras de creme de leite fresco
1 ½ xícaras de açúcar cristal
1 ½ colher de sopa de essência de baunilha
9 ovos grandes- caipiras (Não se assustem!!)
1 xícara de uva passa
8 croissants grandes (cada um cortado em 8 a 10 pedaços)

Modo de Fazer
Aqueça o forno a 180 graus. Em uma panela, misture no fogo médio, o leite, o creme de leite, o açúcar e a baunilha, até o açúcar dissolver bem e a mistura estiver morna, mais ou menos 10 minutos.

Retire do fogo e reserve. Bata os ovos com um batedor apropriado em uma tigela larga, gradualmente vá acrescentando a mistura do leite com os ovos sem parar de bater.
Espalhe os croissants em uma assadeira grande e alta.
Despeje o creme por cima dos croissants e polvilhe as uvas por cima. Pressione gentilmente os pães para que afundem. Espere 20 minutos para os croissants absorverem o líquido.
Asse mais ou menos por 1 hora e 20 minutos, o pudim estará pronto quando estiver firme no meio e dourado. Sirva quente com sorvete de creme se desejar.

O PUDIM
A origem desta sobremesa é desconhecida. Sabe-se que desde a antiguidade, na época dos Gregos e Romanos, já existia a mistura de ovos, leite, açúcar levada para assar e dourar ou o chamado manjar.
O Pudim de Pão é uma sobremesa comum tanto na América: México, Estados Unidos, Brasil, Porto Rico, etc., como na Europa, principalmente França, Bélgica, Inglaterra. Em todos os lugares o pudim de pão sofre variações na receita e no nome.
No site foodtimeline.org você encontra muitas histórias sobre o pudim e o pudim de pão, vale à pena ler. (site em inglês)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

LIMÃO SICILIANO E QUADRADINHOS DA FABRÍCIA


Aqui em casa somos apaixonados por limão!!! Limão taiti, galego, limão cravo, limão siciliano...
O limão siciliano é uma fruta aromática e possui menor teor de acidez em relação aos outros tipos de limão. Originário de regiões asiático-orientais, através das navegações ficou conhecido por todo o Mediterrâneo o qual faz parte do dia-a-dia de sua cozinha. Em nosso país o limão siciliano foi importado por anos, porém hoje temos o cultivo desta deliciosa fruta no interior de São Paulo.
Este limão, chamado de verdadeiro, por ser o primeiro limão a ser conhecido e comercializado, deixa qualquer receita excepcional. Pode ser usado para molhos de saladas, carnes ou frutos do mar, cortado em fatias junto com salmão defumado para recheio de sanduíches, é famosíssimo por seu uso no risoto de limão, no bolo de limão e no licor de limão(limocello).
Procurando receitas com este singular fruto, encontrei no site da Fabrícia, uma receita de quadradinhos de limão siciliano que ela diz sempre fazer. Como tudo o que ela faz é também excepcional como este fruto, decidi experimentar a receita e posso afirmar é deliciosa! Meu marido devorou em menos de um dia e eu sai completamente da dieta!!! Vale a pena fazer a receita e também, dar um pulo no blog que é uma delícia!!!!


QUADRADINHOS DE LIMÃO SICILIANO


A RECEITA VOCÊ ENCONTRA NESTE DIVINO BLOG!(MÊS DE MAIO)

terça-feira, 6 de maio de 2008

BOLOS DA NOSSA INFÂNCIA- Bolo de Fubá com toque especial



Acompanhado de um cafezinho para os amantes de café ou com um chazinho, o BOLO DE FUBÁ, faz sucesso nas casas brasileiras há séculos literalmente.

Quando criança, lembro-me do bolinho de fubá da minha mãe preta (carinhosamente chamada assim; na época; já contei sobre ela aqui) assando no forno e espalhando o cheirinho da farinha de milho pela casa, cheiro inconfundível!

O diferencial deste bolo; de receita elaborada pela Maria Luisa de B. Ctenas; é a utilização do azeite espanhol no lugar de óleo e o leite condensado em embalagem longa vida. Além disto, ela juntou ingredientes que marcam o sabor do bolo e permite que você sinta o gosto de cada um, mas ao mesmo tempo o bolo parece um só. Uma delícia!


BOLO DE FUBÁ COM LEITE CONDENSADO
Ingredientes
1 xícara(chá) de azeite de oliva espanhol
3 gemas
3 claras em neve
1 caixinha de leite condensado de 395 g
1 xícara(chá) de leite de coco
2 xícaras(chá) de fubá peneirada ( eu usei o orgânico pq é feita de milhos não adubados quimicamente e sem acréscimo de produtos químicos no refinamento, além de ser mais grossinho e saboroso)
2 xícaras(chá) de farinha de trigo peneirada
1 colher(sopa) de fermento em pó peneirado
2 colheres(sopa) de queijo –de- minas curado ralado
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de Preparo
1- Pré- aqueça o forno em temperatura média(180º)
2- Bata por 5 minutos na batedeira o azeite de oliva(reserve 3 colheres p/ untar- eu usei só 1) com as gemas e o leite condensado. Sem parar de bater, junte, aos poucos, o leite de coco, alternando com os ingredientes secos peneirados. Por fim, misture delicadamente as claras em neve e o queijo.
3- Com o azeite de oliva reservado, unte uma forma com furo no meio com capacidade para 3 litros (eu usei 2 da forma comum, pq possui ½), enfarinhe e despeje a massa. Leve ao forno por 40 minutos ou até que enfiando um palito no bolo ele saia limpo. Retire do forno, espere esfriar, desenforme e polvilhe o açúcar de confeiteiro.
OBS- O leite condensado não deixa super doce como pensei que ficaria.
Receita tirada do livro: 365 receitas fáceis com azeite de oliva espanhol/C2 Editora/ Maria Luisa de B. Ctenas

UM POUCO DE HISTÓRIA

A farinha de milho, e mais conhecido como FUBÁ, nada mais é do que o grão de milho triturado bem fino. Por muito tempo o fubá era produzido sovando o milho no pilão, mas hoje podemos encontrá-lo moído em moinhos industriais. No Brasil temos dois tipos de farinha de milho a branca, mais conhecida no Sul e a amarela conhecida do sudeste para cima. Em outros países outrora habitados pelos Incas, Maias e Astecas há diversos tipos de farinha, já que lá existem vários tipos coloridos de milho. Apesar de nossos índios utilizarem bastante o milho, a mandioca era mais utilizada e aplicada em diversos pratos. Foi então com os portugueses e com os negros que o uso do cereal foi ampliado, aplicando sua utilização em bolos, pudins e broas e no famoso angu afro-brasileiro! Uma curiosidade muito interessante que encontrei aqui foi que a palavra FUBÁ deriva da língua quimbundo do povo banto da Angola, também é de origem africana os nomes canjica e munguzá, aqui tem um artigo sobre a influência da língua africana na portuguesa falada no Brasil, super interessante. (sobre a importância dos negros na culinária brasileira você pode ler aqui onde escrevi sobre este assunto). A explosão do milho no Brasil aconteceu em Minas Gerais e São Paulo com os tropeiros, que plantava no caminho de suas viagens ou em seus sítios adquiridos. Apesar deste ingrediente ser tradicional no Brasil, os brasileiros ainda utilizam mais a farinha branca do trigo e não conhece e utiliza com maior frequência o milho, como em outros países da América.


FARINHA DE MILHO AMARELA



FARINHA DE MILHO BRANCA




PASSARINHO TICO-TICO


O tico tico tá, tá outra vez aqui, o tico tico tá comendo o meu fubá. Se o tico tico tem, tem que se alimentar, Que vá comer umas minhocas no pomar. O tico tico tá, tá outra vez aqui, o tico tico tá comendo o meu fubá. Eu sei que ele vem viver no meu quintal, e vem com ares de canário e de pardal.
Mas por favor tira esse bicho do celeiro, porque ele acaba comendo o fubá inteiro. Tira esse tico de lá, de cima do meu fubá. Tem tanta fruta que ele pode pinicar.
Eu já fiz tudo para ver se conseguia. Botei alpiste para ver se ele comia. Botei um gato um espantalho e um alçapão, mas ele acha que o fubá é que é boa alimentação.

performance de Carmen Miranda
3 últimas imagens: google image

segunda-feira, 21 de abril de 2008

FUSILI AO MOLHO DE SHITAKE COM TOMILHO


Fiz esta massa para saborear os shitakes que estavam em meu freezer esperando para serem utilizados.
O marido não gosta muito de cogumelos, nenhum tipo, mas come. Ele reclamou quando soube que o prato principal era com cogumelos, ainda mais shitake, porém devorou dois pratos, então, acredito que não estava tão ruim assim!!!

Eu sou apaixonada por cogumelos!!!! Ainda não tive oportunidades de degustar as diversas variedades, até porque são mais de 10.000 espécies, mas sempre que tenho uma chance saboreio-os com gosto e muito apetite!!!

A receita do molho é do livro: Molhos com Azeite Espanhol- 365 receitas: uma para cada dia do ano, da C2 editora da nutricionista Maria Luiza de Brito Ctenas. Particularmente, não existe uma receita da Maria Luiza que eu tenha feito e não tenha ficado muito gostosa!!!

Bom Apetite!


Fusili ao molho de shitake com tomilho
Preparo em 20 minutos/ Servir com massa ou filé mignon grelhado
Ingredientes
5 colheres(sopa) de AZEITE DE OLIVA ESPANHOL(50 g)
1 colher de (sopa) de manteiga (12 g)
5 dentes de alho descascados(26 g)
300 g de shitake, picado em tiras
Folhas de 4 ramos de tomilho (1,5 g)
1 peperoncini ou dedo-de-moça, picada (6 g)
2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico (30 ml)
2 colheres (sopa) de uísque (30 ml)
Sal a gosto
Modo de Preparo
Aqueça o azeite de oliva e a manteiga em uma frigideira e junte os dentes de alho. Frite-os até dourar. Retire o alho e reserve.
Adicione o shitake e refogue por 2 minutos. Acrescente o tomilho, a pimenta, o vinagre, o uísque e 5 colheres de água(nota minha: se o seu shitake estava no freezer não acrescentar água). Abaixe o fogo e cozinhe até os cogumelos ficarem macios. Incorpore os alhos fritos, acerte o sal e retire do fogo.



O shitake (Lentinula edodes) é um cogumelo comestível nativo do leste da Ásia. A palavra "shitake" tem origem no japonês shii (uma árvore parecida com carvalho) e take (cogumelo). A primeira referência histórica do consumo de shiitake data de 199 DC. No Brasil começou ser cultivado no início da década de 1990. Traços de cogumelos foram encontrados em materiais da idade da pedra. Para os egípcios, os cogumelos representavam a imortalidade. Os gregos atribuíam poderes mágicos aos cogumelos e os romanos os viam com "o alimento dos deuses". O Shitake era cultivado no Japão há mais de 2000 anos. Além de ser utilizado como alimento, o Shitake já era usado na Ásia para melhorar o sistema circulatório e tratar resfriados. Desde o século 14 o Shitake vem sendo utilizado para ativar o Qi, energia da vida.
O uso medicinal do Shitake vem aumentando, e hoje vai muito além de seu uso tradicional para resfriados. Ele é usado tanto no oriente quanto no ocidente para tratar inflamações provenientes de bronquites, dores de estômago, dores de cabeça, desmaios, e envenenamento por cogumelos. Na China, terapeutas prescrevem o Shitake para o tratamento de diabetes, pressão alta e alergias. Estudos
andamento investigam os efeitos do Shitake no tratamento de úlceras, hepatites, reumatismo e colesterol. Resultados apresentados desses estudos,sugerem um grande potencial no combate ao vírus HIV e tumores cancerígenos. Estas informações são do site planeta natural e também do site receitáculo uma rede social de culinária bem interessante, link estes sites e leia muito mais sobre este cogumelo!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

BEIJINHOS DE COCO



Esta semana estava com uma vontade enorme de comer docinhos de festa. Alguns dias atrás fiz beijinhos e brigadeiros para a festa do meu priminho, mas apesar de comê-los não os devorei como gosto de fazer!!!
Então, aproveitei um dia de "vontade louca por um doce" e fiz beijinhos de coco e me deliciei com eles...nem preciso falar que fechei a boca desde então, porque a gula foi grande!!!!



Beijinho é um doce tipicamente brasileiro servido em festas de aniversário. É preparado e servido de forma semelhante ao brigadeiro, mas leva coco ralado ao invés de chocolate em pó. A massa pode levar gemas de ovos ou não, dependendo da região do país em que é feito. Também pode levar suco de laranja e cascas de limão e ser coberto com açúcar cristal ou coco. Tradicionalmente, um único cravo é colocado em cima do doce.



UM POUCO DE HISTÓRIA
A partir da primeira década do século 19, docinhos e quitutes começaram a ser vendidos por mulheres negras pelas ruas das grandes cidades. No início eram doces considerados rudes, como os manuês, as cocadas e as mães-benta. Ao longo do tempo, os tabuleiros de doces foram aperfeiçoados ganhando a companhia de doces tão finos como os que eram feitos nos conventos.

Na época de Dom Pedro II que a doceria brasileira atingiu seu esplendor! É a época dos doces leves, dos cremes, das tortas e dos pastéis, com nomes líricos e de referências amorosas. Os mais conhecidos são os SUSPIROS, SONHOS, REBUÇADOS, CIÚMES, CASADINHOS, BEM -CASADOS, VIÚVINHAS e os deliciosos BEIJINHOS!


MINHA RECEITA(REGIÃO SUDESTE)

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de leite integral(de preferência orgânico)
150g de coco ralado
2 colheres de manteiga ou margarina

Modo de Preparo:

Colocar todos os ingredientes na panela e mexer com toda a paciência que você tiver, porque demora, assim que formar um creme cozido que solte da panela e grude bastante na colher, está pronto!!!! Deixar esfriar bem, colocar em geladeira. retirar da geladeira após 1 hora e formar bolinhas passando-as no coco ralado ou açúcar cristal(de preferência orgânico). Delicie-se!

Outras versões brasileiras:


Vive dentro de mima mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antigatoda pretinha.
Bem recheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.


trecho do poema TODAS AS VIDAS de Cora Coralina
Fonte de duas imagens: google images

terça-feira, 15 de abril de 2008

BISCOITO DA SEMANA ATRASADINHO- AMANTEIGADOS COM PECÃS


Não, não é de minha autoria esta foto! Bem que eu gostaria! Mas, minha querida máquina fotográfica resolveu não funcionar justamente hoje quando fui tirar fotos dos cookies da semana! Como já estava atrasada no post e atrasada para o trabalho, resolvi emprestar tão linda foto do site da autoria da receita também: Martha Stewart.

Espero que possam saborear a receita e a continuação da série de curiosidades e informações históricas sobre os BISCOITOS!
Butterscotch Cookies( Biscoitos Amanteigados Caramelados)- não estou certa da tradução!
Porção: 30 cookies
Ingredientes:
14 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 ¼ de xícara de açúcar mascavo
1 ovo grande
2 colheres de sopa de leite em pó desnatado
1 colher de sopa de essência de baunilha
1 ¾ de xícara de farinha de trigo
½ colher de chá de fermento
½ colher de chá de sal
1 xícara de pecãs finamente picadas

Modo de Preparo
Aqueça o forno a 180 graus.
Cubra com papel manteiga duas formas grandes.
Em uma batedeira misture a manteiga e o açúcar até formar um creme. Sem parar de bater acrescente o ovo, o leite em pó e a baunilha.
Em uma vasilha peneire junto a farinha, o fermento e o sal. Com a batedeira ainda em funcionamento, vá adicionando aos poucos os ingredientes secos até formar uma massa homogênea. Desligue e acrescente as pecãs.
Com a ajuda de uma colher de sopa vá escorrendo na forma bolinhas e com os dedos enfarinhados achate-as cuidadosamente. (deixe um espaço de 5 cm mais ou menos entre os biscoitos)
Asse por 8 a 10 minutos até as laterais dos cookies ficarem douradinhas. Transfira os cookies para uma tela de esfriar cookies e espere esfriar completamente. Guarde em latas ou pote herméticos.
MAIS HISTÓRIA:
Como vimos no último post da série Biscoito da Semana, foi mastigando grãos crus entre os dentes, que o homem descobriu que esta massa resultante juntamente com um pouco de água aquecida ao fogo, formava uma massa dura a qual hoje aperfeiçoada é claro, chamamos de biscoitos.
Hoje veremos que ao longo dos anos o ato de cozinhar pães, tortas e biscoitos foi se transformando em uma prática muito valorizada entre os nobres, que usavam estas iguarias culinárias para presentear amigos e parentes ou agradar pessoas muito importantes. Esta prática conta a história acontecia inicialmente entre os egípcios.

Os egípcios deixaram desenhos e formulações de vários tipos de bolachas secas, que demonstravam grande desenvolvimento nesta área, indicando que as castas nobres já dispunham de um tipo de biscoito ou bolachas secas (algo parecido com: “fabricado especialmente para...").

Os primeiros biscoitos foram servidos adocicados (com mel, uma vez que o açúcar ainda não era conhecido) e eram objetos de gentileza para com amigos ou nobres, presentes, enfim. Na época, um especialista em fabricar os biscoitos podia ser comprado, alugado por dias, tomado à força, em resumo, era um objeto, um escravo de luxo. Isso porque o mister de fabricar pães, biscoitos e bolachas era um trabalho escravo que passava por gerações de uma mesma família.

Podemos nos sentir privilegiadas(os) em ser apaixonadas(os) em cozinhar biscoitos para a família e amigos, não é???

segunda-feira, 31 de março de 2008

SUCO DE KIWI, LIMÃO CRAVO E HORTELÃ


O outono chegou e, é a minha estação preferida! Manhãs e noites frescas, às vezes frias, e após as 10:00 da manhã e a tarde temperaturas bem quentes. Dizem que o Brasil não tem um outono muito definido, discordo desta afirmação! Desde que sou pequena escolhi esta estação, por ser para mim, uma das mais marcantes. As folhas ficam avermelhadas (claro que não como em países do Norte do globo), a temperatura cai, o vento aparece com maior intensidade...

Devido ao calor e seca das tardes de outono, nada melhor do que manter a hidratação que devemos ter no verão, com muita água, chás e sucos de frutas naturais (de preferência orgânicas).

Estava com uns kiwis no ponto na cesta de frutas e decidi fazer um suco refrescante para acalmar o calor, não tinha como não ficar delicioso, já que Kiwi é uma fruta de sabor e aparência bem peculiares, e também é, uma fruta outonal, tem sua melhor época de safra nos meses iniciais de outono!


SUCO DE KIWI, LIMÃO CRAVO E HORTELÃ
p/ dois copos
4 kiwis/2 limões cravos pequenos/Folhinhas de hortelã/Gelo/ Água natural ou com gás/Açúcar se desejar
Passe os kiwis pela centrífuga de sucos ou bata-os no liquidificador. Coloque em dois copos o suco e acrescente o suco de 1 limão para cada copo, e várias folhinhas de hortelã ligeiramente picadas. Complete o copo com água e gelo. Boa Hidratação!

O KIWI
DICAS PARA A SAÚDE
É considerado o fruto comercial com maior quantidade de vitamina C já identificado, além de ser particularmente rico em alguns oligoelementos, como o magnésio, o potássio e o ferro.
A boa combinação entre as vitaminas A e E existentes no kiwi pode diminuir o risco de doenças cancerosas e circulatórias, incluindo as coronárias, e melhorar o desempenho do sistema imunológico. A vitamina B6 e a niacina são encontradas em quantidades menores que as outras, porém ainda em quantidades significativas.
Alguns dos elementos minerais, como o cálcio, o magnésio, o ferro e especialmente o potássio, contribuem para equilibrar a tensão arterial e aumentam as defesas do organismo na prevenção das gripes e resfriados. O fruto fornece também quantidades razoáveis de fibras solúveis, que auxiliam a diminuição dos níveis de colesterol no sangue.

DICAS DOMÉSTICAS
Aperte o kiwi ligeiramente com o polegar. Se quando pressionar ele amassar um pouquinho, mas logo retornar ao normal, significa que está no ponto ideal para consumo. Caso contrário, passou do ponto.
Se ao pressionar ele não ceder à pressão guarde-os na cesta de fruta para amadurecer.

UM POUCO DE HISTÓRIA
É uma fruta nativa do sul da China.
No século XX sementes da planta, conhecida como groselha chinesa, foram levadas para a Nova Zelândia por Isabel Fraser, diretora de um colégio feminino em Wanganui (o Wanganui Girls' College), que tinha estado de visita a escolas missionárias no sul da China.

As sementes foram plantadas em 1906 por um viveirista de Wanganui, Alexander Allison, tendo produzido os primeiros frutos em 1910. Por isso, a fruta é muito mais conhecida como fruta da Nova Zelândia, pois lá a produção se deu em maior escala para comercialização e foi também, onde a fruta foi rebatizada de Kiwi, palavra maori que designa uma ave terrestre símbolo da Nova Zelândia.
A Itália é hoje a maior produtora mundial do fruto seguida pela Nova Zelândia, Chile, França, Grécia, Japão e Estados Unidos da América. O kiwi é também produzido na China, a sua terra de origem, mas aquele país nunca conseguiu integrar a lista dos 10 maiores produtores mundiais. Na China, é cultivado principalmente na região montanhosa em torno do rio Yangtze. Outra região produtora é a província de Sichuan.
No Brasil plantios de kiwi concentram-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

BISCOITO DA SEMANA: BISCOITINHOS DE FUBÁ COM ERVA- DOCE



Na última semana vimos que biscoito vem das palavras francesas: “Bis” e “Coctus”: “cozido duas vezes”, e que a necessidade de conservar o pão, fez com que o homem aplicasse duplo cozimento para tirar o excesso de umidade, além do cozimento este pão era deixado por um dia secando em uma câmera. Assim nascia o BISCOITO!

Outra versão para o nascimento de nossos deliciosos biscoitos, não é tão saborosa assim, mas a história diz que os antigos homens primatas, comiam grãos crus, moendo-os lentamente e triturando com os dentes, com isso surgiu à idéia de se amassar os grãos entre duas pedras, misturando água àquela massa e secá-la ao fogo, tornando-a numa pasta seca e dura.

Este processo foi sem dúvida, um grande progresso no sistema alimentar do homem, embora não houvesse uma forma definida, devido o sistema de trituração, mas ao ser composto por outros componentes, começou a tomar sua forma, ao que seria semelhante a um pão duro, foi na verdade o precursor do que hoje chamamos de biscoito, bolacha, etc.

Para homenagear esta história escolhi um ingrediente quase tão antigo quanto; O Milho e especificamente o milho moído; O FUBÁ!


BISCOITINHOS DE FUBÁ COM ERVA DOCE





Estes biscoitinhos ficam macios e derretem na boca, além de serem deliciosos para o chazinho ou cafezinho da tarde! Minha escolha para acompanhá-lo, foi um café orgânico que sempre compro do meu fornecedor: Sítio Boa Terra (http://www.aboaterra.com.br) e que é maravilhoso, por ser café e orgânico!


( http://www.cafeiao.com.br)

Ingredientes: 2 xícaras de chá de fubá/2 xícaras de chá de maisena/1 xícara de chá de açúcar/1 ovo/1 xícara de chá de manteiga em temperatura ambiente/¼ xícara de chá de leite/1 colher de sopa de erva-doce
Modo de preparo: Misture bem os ingredientes secos. Junte os outros e amasse até obter uma massa uniforme. Modele as broinhas e achate a superfície com um garfo. Coloque os biscoitos numa assadeira untada. Asse em forno moderado por aproximadamente 20 minutos ou até que dourem ligeiramente.
Delicie-se!

sábado, 22 de março de 2008

BISCOITO DA SEMANA- PECÃS E CHOCOLATES LASCADOS


Nada mais gostoso do que preparar biscoitos caseiros e degustá-los depois, seja com chá, café, leite puro ou com chocolate ou mesmo comê-lo na hora da fome quando mais nada nos satisfaz a não ser um biscoitinho!


Várias são as histórias que giram em torno do biscoito ou cookie como também conhecemos.
É, por amar histórias gastronômicas e amar cookies dos mais variados sabores, estilos e formatos que inicio esta semana a série de postagens BISCOITO DA SEMANA.



Inspirei-me na nossa querida Martha Stewart e suas maravilhosas receitas da matéria COOKIE OF THE DAY e a cada semana irei compartilhar receitas que faço aqui em casa para nossos momentos de conforto.
Peço para quem possuir uma receita preferida mande-me via e-mail e/ou avise-me de sua postagem no blog, para que eu experimente e publique neste espaço para todos poderem degustar seus favoritos(com os devidos créditos é claro!).


"Biscoito” foi o termo usado para descrever o pão cozido por duas vezes, com a finalidade de conservá-lo por mais tempo sem estragar. A origem está em duas palavras francesas: "Bis" e "Coctus”, significando "cozido duas vezes".


O processo de fabricação era muito simples, tomava-se o pãozinho e se aplicava um duplo cozimento para tirar o excesso de umidade, assim evitava que o estragasse, após o cozimento do pão, deixava-o por um dia, em uma câmara seca, a fim de "secar a água", para conservá-lo. O Biscoito deveria ser comido "somente após ter sido devidamente imerso em leite de cabra ou na sopa", pois sua consistência era bem dura.


BISCOITOS DE PECÃS E CHOCOLATES LASCADOS

OBS: Para esta receita você pode trocar as lascas de chocolates por gotas de chocolate, duas xícaras para o chocolate meio-amargo e uma xícara para o chocolate branco.

Ingredientes
Porção: 30 unidades
1 xícara de manteiga sem sal em temperature ambiente
¾ de xíc de açúcar mascavo claro (se não encontrar utilizar a escura mesmo)
¼ de açúcar granulada
¼ de colher de chá de sal
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 ovo grande em temperature ambiente
2 xícaras de farinha de trigo
½ colher de chá de fermento
2 xícaras de chocolate meio- amargo grosseiramente picado
2 xícaras de pecãs grosseiramente picadas(se desejar decorar os cookies com pecãs separar 30 inteiras)
1 xícara de chocolate branco grosseiramente picado


Modo de Fazer
Aqueça o forno a 280 graus.
Forre duas formas grandes (eu coloquei em formas para pizza) com papel manteiga.
Em uma vasilha, coloque a manteiga, os açúcares, bata por 4 minutos na batedeira. Acrescente o sal, a baunilha e bata mais um pouco. Adicione o ovo e continue batendo até formar um creme bem homogêneo.
Em outra vasilha misture a farinha e o fermento. Vá misturando lentamente o creme. Bata em velocidade mínima só até os ingredientes misturarem. Adicione as pecãs e os chocolates.
Com uma colher de sorvete vá formatando os cookies e colocando-os nas formas (caso precise utilize mais formas).
Asse por 7 a 10 minutos cada forma, se possuir grelhas duplas, trocar as formas na metade do tempo. Quando as laterais dos cookies estiverem douras ele está pronto. Deixe esfriar enquanto coloca mais fornadas.
O biscoito fica bem doce e para quem é fã de chocolate é a escolha certa!


você pode se cadastrar no site da Martha e receber todos os dias uma nova receita de cookie

terça-feira, 18 de março de 2008

HAMBÚRGUER



Acredito que existam poucas pessoas que não gostem de hambúrguer! Meu marido, por exemplo, é apaixonado por este sanduíche, se fosse possível ele comeria todos os dias em alguma lanchonete no almoço e no jantar!


Mas, sabemos que principalmente se não for caseiro, este prato, isto é, a carne e seus diversos acompanhamentos (pão, molhos, queijos) levam diversos conservantes e a maioria são alimentos processados, os maiores culpados pelo aumento dos níveis de obesidade e doenças crônicas entre a população mundial!



Mas tristezas e engordativos a parte, de vez em quando só um lanche deste não faz mal a ninguém!
Apesar de comer pouca carne, resolvi agradar o marido e encher o freezer com carnes saudáveis e caseiras para hambúrguer! Assim, ele não come nas lanchonetes e se delícia no conforto de nossa casa!
Adapte ao seu gosto elaborando com carnes nobres: picanha, alcatra, mignon, etc., soja, vegetais, frango, carneiro como os indianos e bom apetite! Não se esqueça de colocar bastante guardanapo na mesa!




UM POUCO DE HISTÓRIA


Tido como ícone americano o hambúrguer na verdade é um prato de origem e história alemã. Várias são as versões sobre as suas origens, porém o fato real é que o hambúrguer nasceu da necessidade do homem em diversas situações em manter a carne boa para uso.

Diz a lenda que tudo começou com os povos nômades da Ásia e do Oriente; os Tartáros (um grupo étnico relacionado aos turcos e aos mongóis); que faziam bife de carne crua picada/moída. O alimento era colocado embaixo da sela de seus cavalos, com a finalidade de amaciar e conservá-lo. Após horas de galope o alimento se transformava em uma pasta mais fácil para mastigar.

No fim do século XVII, conta-se que tribos nômades da Ásia Ocidental desenvolveram a técnica de temperar a carne bovina, finamente picada, a fim de evitar seu perecimento. A iguaria teve bastante aceitação, uma vez que dispensava o manuseio do fogo nos acampamentos. Marinheiros alemães que faziam a rota do Báltico conheceram a receita, porém, torceram o nariz para a carne crua. Levaram, então, a idéia para casa, mas passaram a cozinhar/grelhar a carne. O sucesso foi tal que rapidamente virou um prato típico da culinária alemã.

Há mais de cem anos que surgiu o hambúrguer no formato que conhecemos hoje. Do porto de Hamburgo, na Alemanha, os bifes redondos atravessaram o oceano e desembarcaram nos Estados Unidos. No século XIX, quando a América recebia seus novos descobridores, os navegadores que partiam da cidade alemã de Hamburgo traziam a tradicional receita, que recebeu o nome de hamburg style steak (bife ao estilo hamburguês).

Os americanos aperfeiçoaram a receita, acrescentando o pão. Hoje, o hambúrguer é um ícone da culinária americana. Nos Estados Unidos há diversos lugares que reclamam a difusão do hambúrguer e não há consensos sobre este assunto, há várias histórias interessantes sobre quem ou qual restaurante foi o primeiro a servir hambúrguer como prato no cardápio.
No Brasil, a introdução deste prato deve-se ao americano Robert Falkenburg, campeão de tênis em Wimbledon, que abriu em 1952, no Rio de Janeiro em Copacabana, a lanchonete Bob´s. Esta lanchonete passou a fazer parte da crônica social do Rio e do Brasil, sendo freqüentada por celebridades da época, como o compositor Villa Lobos, o músico de jazz Booker Pittman, entre outros.

Para saber mais:
http://www.foodtimeline.org/ (muitas informações sobre o hambúrguer, uma delícia de se ler para quem gosta de saber a origem dos pratos. A cínara do Cinara’s Place que me apresentou este site!)
http://www.mallemont.redel.com.br/historia/hamburguer/hamburguer.htm




CARNE PARA HAMBÚRGUER



Ingredientes
1 kg de patinho moído ou carne de sua preferência
1 pacote de sopa de cebola. (eu usei uma pasta feita de cebola moída no processador com alho, sal, azeite/óleo de canola ou manteiga, sal e pimenta à gosto)
1 colher de sopa de Molho americano p/ steak- opcional







Modo de Preparo
Misture tudo muito bem.
Faça bolinhas e coloque dentro de um saquinho. Amasse e modele no tamanho, forma e grossura que você desejar.
Se você tiver modelador de hambúrguer melhor ainda. Agora estou empolgada para comprar um!




Porção: 10 hambúrgueres médios
Acompanhamentos: Pão de hambúrguer, queijo cheddar (se tornando cheeseburger) em fatias ou outro queijo de sua preferência, alface americana, tomate, maione
se, catchup e mostarda. Mil e um acompanhamentos são bem vindos!
Resultado Final




SUGESTÃO DE LANCHONETES:
São Paulo
Ritz
Alameda Franca, 1088- Cerqueira César - Zona Sul - 3062-5830
(maravilhoso, delicioso, principalmente o jubileu burguer, feito de 200 gramas de fraldinha, queijo emmental, tomate, rúcula e molho apimentado.


Chicohamburguer
Av. Ibirapuera, 1753/CEP 04029-100 - São Paulo - SP TEL: 0800-771-3945/tel.: 11 5051-3764
(o de picanha e o de salmão são meus preferidos, mais os diversos tipos de Milk shakes deliciosos!)
http://www.chicohamburger.com.br/


Joe&Leo’s
Avenida das Nações Unidas, 4777- Shopping Villa Lobos/Pinheiros - Zona Oeste - 3024-4150
(o hambúrguer de picanha da casa é muito gostoso, porém sempre que vou lá peço o hot dog- bacon doggie, que é uma delícia também!)
http://
http://www.joeleos.com.br/

The Fifties
Rua Funchal, 345/Vila Olímpia - Zona Sul - 3848-9900(outros endereços no site)
(não é um dos meus lugares preferidos, com exceção do hot-dog, mas meu marido gosta muito e é bem famoso em São Paulo)
http://www.thefifties.com.br/


Nem preciso mencionar o famosíssimo Mc Donald’s!


Campinas
Gordão Lanches
Avenida José de Souza Campos, 1387/Cambuí - 3251-9208
(um dos melhores e mais tradicionais de campinas! O de cheddar com cebolas é muito gostoso!)


Joe&Leo’s
Shopping Dom Pedro
(o hambúrguer de picanha da casa é muito gostoso, porém sempre que vou lá peço o hot dog- bacon doggie, que é uma delícia também!)
http:// http://www.joeleos.com.br/


Glutão
Em frente ao portão 2 do taquaral!
E muitos outros por conhecer e experimentar!
imagens dos hamburgueres 1 e 2: google images


quinta-feira, 6 de março de 2008

TOMATES ASSADOS


Há uns anos atrás, experimentei na casa da Tia Helena (São Paulo), mãe da Daniela uma querida amiga minha, uns tomates assados maravilhosos! Conversa vai, conversa vem e me esqueci de pegar a receita com a tia, que, diga-se de passagem, cozinha muito bem e sua comida é muito saborosa, além de ter a cozinha cheia de gente, papeando e comendo. Não é para menos, esta senhora sabe como fazer as visitas se sentirem muito importantes!

Estava com uns tomates orgânicos bem madurinhos e me deu uma vontade louca de comer o tal dos tomates assados, procurei a receita e achei no blog da Márcia, Açúcar com Canela. O blog é lindo e a receita ficou super saborosa e sendo 100% aprovada aqui em casa.

Decidi escrever sobre este fruto e achei tanta informação que precisei resumir e ainda assim, ficou extenso. Sugiro que vocês amigos e amigas façam os tomates, e os degustem lendo meu blog e dando um pulinho no da Márcia!

TOMATES ASSADOS
Ingredientes:
6 tomates italianos
6 dentes de alho
1 colher de chá de sal grosso moído
1/2 colher de chá de açúcar
ramos de manjericão
azeite de oliva extra-virgem

Modo de Preparo:
Lave os tomates; remova o olhinho, e corte-os ao meio. Aperte os tomates levemente para remover as sementes. Unte uma travessa com azeite. Arrume os tomates com o lado cortado para cima. Misture o sal e o açúcar. Tempere os tomates com esta mistura. Coloque os dentes de alho com casca entre as metades de tomate. Regue com azeite a gosto. Arrume os ramos de manjericão por cima dos tomates. Leve ao forno pré-aquecido em temperatura alta por 30 minutos. Retire, e escorra o líquido que se formou na travessa com cuidado. Reserve o líquido. Volte a travessa para o forno, e asse por mais 20 minutos em temperatura média. Regue com mais azeite se necessário. Novamente, escorra o líquido que se formou na travessa, e reserve-o. Vire os tomates para que as peles fiquem para cima. Asse por mais 20 minutos em temperatura baixa. Desligue, e espere os tomates esfriarem. Remova a pele deles, e retire as cascas dos dentes de alho. (O alho fica bem suave quando é preparado desta forma.) Retifique o tempero e regue com mais azeite, se necessário. Retire os ramos de manjericão, e substitua-os por outras folhas frescas.

Sirva como acompanhamento, antepasto, salada ou ingrediente para sanduíches. Esses tomates podem ser usados para preparar molhos. Eles se conservam por até 7 dias em geladeira. O líquido reservado pode ser usado para dar mais sabor e textura aos molhos.
OUTRAS RECEITAS COM TOMATES (BLOGS)
salada de tomates do chef jamie oilver:
pasta ao pomodoro:
baked ziti:
molho de tomate ao sugo:
e muitas, muitas receitas mais...

UM POUCO DE HISTÓRIA
Utilizado em praticamente todas as cozinhas O TOMATE é um dos frutos mais conhecidos e cultivados pelo mundo. Era consumido nas civilizações Inca, Maia e Asteca, antes de ser levado ao outro lado do mundo. Pertence a um extenso rol de alimentos da América pré-colombiana desconhecidos do Velho Mundo antes das grandes navegações.
Curiosamente, O TOMATE era considerado venenoso pelos europeus e era cultivado somente como ornamento. Somente no século XIX é que o tomate passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez maior, inicialmente na Itália, depois na França e na Espanha. Durante este século, os europeus que retornavam da América após as viagens ao novo mundo, levaram ao velho mundo a fruta vermelha, que imaginavam ser venenosa. A época em que eles passaram a consumir o tomate não é clara, mas o que se sabe é que o tomate ganhou popularidade quando os povos do sul da Europa afastaram as suspeitas de fruto venenoso, associado à bruxaria (o tomate era tido como uma espécie de mandrágora, planta afrodisíaca e alucinógena). O tomate passou a ser um dos principais ingredientes da culinária mediterrânea. Os primeiros registros apontam para a sua chegada em Sevilha, na Espanha, no século XVI. O local era um dos principais centros de comercialização, onde se realizavam atividades comerciais, principalmente com a Itália e Países Baixos. Os Italianos batizaram os tomates esverdeados de pomodoro, pois eram amarelas, parecendo "maçãs douradas".

Nas primeiras décadas do séc. XX. O tomate sofreu uma grande expansão mundial, resultado do desenvolvimento da indústria transformadora e de processamento.
A produção agrícola de tomate no Brasil é bastante desenvolvida, tendo maior importância na economia do Sudeste e Centro-Oeste. Nesta região estão localizadas as maiores empresas de processamento do fruto. Estima-se que a produção anual brasileira do tomate seja de três milhões de toneladas, dos quais dois milhões de toneladas, ou cerca de 77% da produção no Brasil seja para seu consumo in natura, sendo o restante utilizado para o processamento de sua polpa, normalmente feito a partir de tomates rasteiros. Os principais estados brasileiros, responsáveis por esta produção são Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

DICAS DOMÉSTICAS:
Os tomates podem ser divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de uso:
Santa Cruz, tradicional na culinária, utilizado em saladas e molhos e de formato oblongo Caqui, utilizado em saladas e lanches, de formato redondo Saladete, utilizado em saladas, de formato redondo Italiano, utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer parte de saladas. Seu formato é oblongo, tipicamente alongado
Cereja, utilizado como aperitivo, ou ainda em saladas. É um "mini-tomate", com tamanho pequeno, redondo ou oblongo. Existem muitas outros tipos e variações do tomate.

Alla bolognesa, à espanhola, à mexicana, à la marselhesa, alla napolitana, alla parmigiana, à la orientale, à la niçoise, à portuguesa e à la provençale são apenas algumas das infinitas receitas que adotaram o fruto como ingrediente, uma lista que não para de se renovar.

SAFRA: de junho a setembro

DICAS DE SAÚDE:
É rico em licopeno, vitaminas do complexo A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.O licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado eficiente na prevenção do câncer de próstata, no combate a problemas cardíacos e no fortalecimento do sistema imunológico. Para melhor aproveitamento do licopeno recomenda-se o uso do tomate cozido, isto é, levado ao fogo, podendo ser em forma de molhos, assados, etc.

É composto principalmente de água, possuindo aproximadamente 14 calorias em 100 gramas. É antioxidante, laxante e ajuda o organismo a combater infecções. Diminui os índices de câncer de próstata, pâncreas e cervical. Rico em licopeno que combate os cânceres de próstata e problemas cardíacos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

BROWNIES HEARTS


Existem várias versões para a origem do brownie; a mais popular é que foi criado por descuido de um cozinheiro que deixou de adicionar fermento no preparo de um bolo de chocolate. Para não admitir o erro, ele cortou a massa em quadrados pequenos e os serviu anunciando a todos que havia preparado alguns "brownies". Os convidados adoraram e a notícia se espalhou e rapidamente sua "invenção" tornou-se popular.
Outra história, diz que em 1892 durante uma exposição no Hotel Palmer House em Chicago, Bertha Palmer solicitou uma sobremesa para colocar em caixinhas para as mulheres não sujarem suas mãos, nasce assim o brownie, quadradinho e sequinho!
Não importa como surgiu, seja acidental ou propositalmente, o brownie caiu no gosto dos americanos e hoje é uma das sobremesas mais apreciadas em todo o mundo.
Há diferentes e variadas receitas, a original dizem que ia somente nozes, chocolate amargo, farinha, açúcar e ovos, porém como receitas não são propriedades, vivam as invenções!
Esta receita é do site da Martha Stewart e ficou deliciosa, foi rápida e fácil de fazer!!!
Sirva com sorvete de creme ou leite bem gelado!!! Você pode colocar em caixinhas e dar de presente para quem você ama!!!

Ingredientes
Porção de 12 corações
150 g de manteiga
2 ½ xícaras de açucar mascavo clara(se não tiver pode ser a ½ escura e ½ refinada)
6 ounces unsweetened chocolate, coarsely chopped
250 gramas de chocolate amargo grosseiramente picado
4 ovos grandes
2 colheres de chá de extrato de baunilha
2 xícaras de farinha
½ colher de chá de sal
Açúcar de confeiteiro, açúcar cristal, coco ralado para decorar(opcional)

Modo de fazer
Aqueça o forno a 180 graus. Derreta no microondas a manteiga, com o açúcar e o chocolate por 1 minuto, se o chocolate não derreter por completo continue o processo, dando intervalos de tempo a cada 10 segundos até derreter por completo.
Bata os ovos com a baunilha na mistura de chocolate com um batedor de ovos ou colher de pau. Junte a farinha e o sal. Coloque em uma forma quadrada média baixa fazendo espuma no topo da massa. Asse mais ou menos por 35 a 40 minutos (verificar com um palito de dente, se sair limpo é porque está pronto). Deixe esfriar.
Você pode passa uma faca nos lados e cantos do bolo e em baixo também e virar o bolo em uma superfície lisa. Utiliza o cortado em forma de coração ou do seu gosto e corte-os no formato e tamanho desejado. Polvilhe açúcar de confeiteiro, ou coco ralado ou chocolate m pó por cima ou em todo o brownie.

MISCELÂNIA DE LEGUMES E VERDURAS AO CURRY


Estava com muita vontade de comer comida INDIANA. Fui procurar algumas receitas...Procura daqui...procura dali, e encontrei esta saborosa receita na coleção da Folha São Paulo que tenho há anos e que folheio quase todos os dias, pois ela é linda de se ver e os pratos maravilhosos de se fazer!
A autora é Anne Willian, culinarista inglesa e autora de livros excelentes, fez fama na Europa ao dirigir a escola de culinária La Verenne, na França.

CURRY(CARIL)
Para minha surpresa descobri que curry não é exatamente um tempero, mas o nome do ensopado para os hindus; temperado com especiarias; podendo levar frango, peixe, legumes.
Cada prato, cada tipo de ensopado tem uma combinação de especiaria própria, uma proposta básica, a partir da qual se desenvolvem centenas de fórmulas diferentes.
Acreditam que os ingleses generalizaram para curry o tempero que integrava os molhos, chamados no sul da Índia de Kari. Este tempero é chamado de masala, uma requintada mistura de condimentos, ervas e plantas aromáticas que chega a incluir até 30 ingredientes diferentes, uma variedade da masala muito utilizada pelos hindus é a garam masala, que significa especiarias picantes.
Componentes principais da masala, chamados por nós de curry: açafrão-da-índia (curcuma), pimenta-do-reino, cardamomo, coriandro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, louro, cravo-da-índia, pimenta malagueta e canela.

MISCELÂNIA DE LEGUMES E VERDURAS AO CURRY

Ingredientes:

Para o Cozido:

3 dentes de alho
4 de cada: cebolas médias, batatas, cenouras(1,5 kg no total)
1 couve flor (c/ cerca de 1 kilo)
500g vagens
250g de ervilhas frescas ou descongeladas
4 tomates grandes(cerca de 750g) sem pele e sem semente
1/3 xícara(chá) de azeite
1 pauzinho de canela grande
6 cravos da índia
2 vidros de leite de coco

Para o tempero curry:
6 pimentas malaguetas secas sem sementes
12 sementes de cardomomo
3 colheres(sopa) de coentro em grão
1 colher(sopa) de sementes de cominho
1/2 colher(chá) de mostarda em grõ
2 colher (chá) de sementes de cúrcuma e gengibre em pó(10ml de cd)
(se desejar use curry (masala)pronto de boa qualidade, de preferência indiano)

Acompanhamento:
arroz basmati(400g)
Sal à gosto

Modo de fazer:
Curry

Tire as sementes da pimenta, esmague as sementes de cardomomo no pilão, coloque na frigideira as pimentas, as sementes de coentro e de cominho, tostar em fogo médio, mexendo sempre para não queimar, por cerca de 2 minutos, até desprender seus aromas. reserve e deixe esfriar.
Junte as especiarias tostadas às sementes de cardomomo no pilão, acrescente a mostarda e esmague tudo até obter um pó fino.

Ensopado:

Pique o alho bem fino. Corte as cebolas em cubinhos. Separe os buquês de couve-flor, pique as cenouras em rodelas ou diagonal, descasque as batatas e corte-as em quadrados(coloque na água para não escurecer)corte as vagens em pedaços de 5 cm e corte os tomates em 4 partes.

Aqueça o azeite na frigideira ou wok, junte a canela em pau e os cravos, frite-os por 30 a 60 segundos, até desprenderem seus aromas. Acrescente a cebola e o alho e deixe dourar, junte as especiarias(curry), e cozinhe em fogo baixo por 2 a 3 minutos. Coloque todos os vegetais na frigideira e refogue-os por 5 minutos ou mais, mexendo-os de vez enquando para que todos se envolvam com os temperos. Acrescente o leite de coco e misture bem. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo, até os legumes ficarem macios e o molho apurar.
Cozinhe o arroz.

OBS: eu troquei a couve-flor por brócolis, pq não tinha em casa e também não usei ervilhas. O legal deste prato é que você pode usar os vegetais que tiver em casa. Meu arroz basmati acabou e usei arroz branco mesmo com menos tempero.

UM POUCO DE HISTÓRIA:
A Índia é um país de variedades, diversidades, diferenças marcantes, enfim de infinitas possibilidades.
Num país hoje com mais de um bilhão de habitantes, cem dialetos, mil religiões e dois mil deuses diferentes, não seria surpresa ser o país dos milhares e milhares de aromas! Neste país comida e espiritualidade estão estritamente interligadas.
As especiarias desempenham um importante papel na cozinha indiana. Qualquer planta, raiz, semente, folha, casca, bulbo, fruto ou hortaliça que caia nas mãos dos cozinheiros indianos é transformada em condimento.
Não podemos deixar de mencionar que os indianos utilizam também de modo muito especial os laticínios (raita, ghee e panir), os grãos (lentilha e grão- de- bico) os molhos (chutney e achars) e os metais, isto mesmo, chamados de varak. Na cozinha indiana o ouro e a prata são obras do artesanato hindu e são transformados em lâminas tão finas que se desfazem com um simples toque. Estas lâminas são adicionadas em algum prato como homenagem ao convidado.
No Brasil, as especiarias indianas são importantíssimas porque fazem parte da história de nossa colonização.
A compra de metais preciosos e especiarias do Oriente Médio era comum a Portugal desde seus primórdios, porém com a queda de Constantinopla em mãos dos turcos otamanos e o aumento dos preços, os europeus foram obrigados a encontrar um caminho alternativo ao Oriente.
As especiarias eram, desde sempre, consideradas o ouro das Índias. A canela, o gengibre e a pimenta eram produtos difíceis de obter, pelos quais se esperavam caravanas e mercadores experientes vindos do Oriente.
Vasco da Gama foi o Navegador nomeado por D. Manuel I, para a expedição para cumprir o projeto delineado por D. João II para desvendar o caminho marítimo até a Índia. Chegou à Índia em 1497, desde então, Portugal domina o mercado de especiarias e estas iriam acompanhar os navegadores em suas diversas expedições, entre elas, as expedições de exploração e futuramente de colonização do Brasil.
A imigração indiana para o Brasil sempre foi esporádica e espontânea.
Atualmente, vivem no Brasil cerca de 250 famílias de indianos, aproximadamente 80 delas estão da cidade de São Paulo. A barreira da língua é uma das explicações do reduzido número de indianos no país, eles preferem migrar para países de língua inglesa. E é por isso também que muitos dos indianos que vivem aqui são originários de Goa, a ex-colônia portuguesa localizada na Índia.

SUGESTÃO DE RESTAURANTES

Delhi Palace
Avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, 1132/Itaim Bibi - Zona Sul - 3073-1209(VALE A PENA CONHECER!)
Ganesh
Avenida Roque Petroni Júnior, 108/ Morumbi - Zona Sul - 5181-4748(MARAVILHOSA COMIDA!)
Fonte: Culinária Ilustrada passo-a-passo/ Legumes e Verduras- Publifolha/1999
Cozinha País a País/ Folha de São Paulo/2006/volume 7

sábado, 9 de fevereiro de 2008

FESTA DA UVA EM VINHEDO-1


No domingo 10 de fevereiro eu, meu marido, minha mãe e minha avó, fomos a 47ª Festa da Uva de Vinhedo. O horário escolhido pela minha mãe não foi o melhor horário; 12:30; hora do almoço!!! Estava bem quente e a festa já estava lotada, porém, me diverti muito e tentei aprender e curtir uma das maiores festas tradicionais da região! Foi bem gostoso, não conseguimos comer comida Italiana, porque os restaurantes montados na feira estavam lotadérrimos, então comemos na barraca oriental, yakissoba de camarão e carne e tempurá de camarão, engraçado não é? Em uma festa Italiana podemos comer comidinhas orientais...esse é nosso Brasil: MULTICULTURAL!


No estande dos vinhos não tive muito sucesso porque vocês podem imaginar, lotados com muitos interessados em degustar os deliciosos vinhos artesanais e conversar com os próprios donos das vinícolas...mas, em meio a tanta gente consegui ir na barraca da Vinícola Campovilla, que além de fabricar vinhos muito gostosos, também fabricam uma GRAPPA deliciosa! Conversei pessoalmente com Célio Campovilla, que me explicou sobre a fabricação da grappa e porque a deles é tão especial.
GRAPPA
http://www.italiaoggi.com.br/gastronomia/saibamais/ita_gastro_saibamais42.htm http://taste.uol.com.br/news/templates/noticia.asp?idNoticia=2171&secao=Bebidas



Na feira também, comprei uvas deliciosas, figos maravilhosos e ameixas carmezim, que eu não conhecia. Não sou fã de ameixa, mas esta gostei muito, durinha, firme e docinha com um toque azedinho...só comendo para entender! Neste calor do nosso maravilhoso verão frutas é a melhor pedida!
Outro achado na feira foi o vinagre de caqui, acreditam??? Comprei o aromatizado que lembra muito o vinagre balsâmico. Espero que gostem das receitas e curtam as informações dos artigos.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A Festa da Uva em Vinhedo é realizada com o objetivo de resgatar as tradições dos imigrantes que deram origem a Vinhedo.
Acredita-se que a festa da uva iniciou-se com um grupo de pessoas em 1948 que comemoravam a colheita da uva ao som de música e muita alegria, antes mesmo da cidade ser emancipada. Uma pequena exposição de frutas e a banda Corporação Musical Santa Cecília era a festa. Nos anos seguintes a festa foi entregue aos cuidados da Igreja Católica. O evento era muito simples e quase não tinha popularidade.
Em 1950, a cidade foi emancipada e com isto investimentos na festa começaram a surgir. As frutas ganharam mais espaços assim, como os produtos industrializados fabricados no município.
“Mais do que uma vitória a decorrente investida das famílias italianas na produção de uva- que marcou o início efetivo da colonização de Vinhedo- passou a dar a cidade a sua identidade.”
No dia em que a cidade foi emancipada da cidade de Jundiaí, o nome escolhido VINHEDO, foi uma homenagem aos milhões de pés de uva que existiam na região nesta época. Estima-se que eram cerca de 11 milhões de pés plantados nas fazendas das cercanias no núcleo urbano. Saiba mais sobre a história da cidade da festa no link
http://www.festadauva.com.br/index_2007.swf

CHÁ DE GRAPEFRUIT E CAMPOS DO JORDÃO


Domingo à noite, decidi escrever um pouco sobre Campos do Jordão, já que os últimos assuntos foram sobre a viagem no Carnaval para lá e os quitutes para se comer nas montanhas. Para tentar sentir o clima deste lugar aconchegante e friozinho decidi fazer um chá de grapefruit com mel, canela e pimentas jamaicanas. Ficou uma delícia!!! Boa viagem!!!


Ingredientes
Porção: 4 xícaras
2 xícaras de suco de toranja(grapefruit)- (espremido de 2 toranjas)
2 a 4 colheres(sopa) de mel
1 canela em pau
1/2 colher de chá de pimenta do reino ou jamaicana (em grãos)
½ copo de água
Modo de Preparo: Em uma vasilha, misture todos os ingredientes e deixe ferver. Coe e aproveite! Se desejar coloque mais mel.
Fonte:
http://www.marthastewart.com/


Meus sogros têm um Chalé em Campos do Jordão há mais de 10 anos e foi com eles que conheci esta maravilhosa cidade e seus encantos naturais, gastronômicos e entretenimento. Vou mencionar os passeios ligados a gastronomia e restaurantes que experimentei e recomendo. Mesmo conhecendo Campos há mais de 10 anos, apesar de pequena, tenho muito a descobrir sobre esta linda cidade!


GASTRONOMIA
Pratos Típicos da Região: chocolate caseiro, doces e compotas, embutidos alemães, licores caseiros, geléias dos monges, fondues e racletes, chá da tarde.

Restaurantes: Restaurante Baden Baden: A casa alemã de Campos do Jordão/Itália Cantina e Ristorante/Restaurante Português Vila Chã/Ludwing: hummmmmmmm a foudue é maravilhosa!

Passeios Gastronômicos: Horto Florestal: experimentar o bolo de pinhão ou faça seu churrasco ou pic-nic com a família lá, eles tem áreas próprias para estes eventos./Fábrica de cerveja Baden Baden: cervejaria artesanal, lá você fica sabendo como se faz uma das cervejas artesanais mais gostosas do país e tem oportunidade de degustá-la./Fábrica do Chocolate Montanhês/Fábrica do Chocolate Araucária/Sítio Lenz: deguste o Lanz Cake, receita da família e aproveite a paisagem e a natureza maravilhosa!/Pesca na Montanha: lindo pesqueiro, rodeado de flores amor-perfeito, barquinhos em um lago super romântico e com truta feita de diversas maneiras deliciosas./Cantinho Português: ficar nesta pousada simples mais aconchegante, vale a pena porque você conhece um casal português muito simpático, fica sabendo muito sobre Portugal e come a deliciosa geléia de amora da Dona. Matilde./Fazenda Renópolis: as proprietárias servem pessoalmente um rico e delicioso chá da tarde./Festival de inverno: paga-se caro para ouvir concertos e apresentações de dança, mas vale a pena, depois de assistir as apresentações sair se sentindo na Europa e tomar chocolate quente em Capivari/Harry Pisek Salsichas: mais de 15 tipos, eu não experimentei todas, mas as que eu experimentei...são deliciosas!/Passeio de trem até Santo Antonio do Pinhal: um passeio maravilhoso...você se sente na Europa, o legal é levar um lanchinho bem especial e chique e se quiser até champagne, em Santo Antônio não deixe de comer na estação o MELHOR bolinho de bacalhau com uma cerveja baden baden é claro!/Lojinha da Escola Senac: lá os alunos vendem compotas, geléias e trufas deliciosas, a geléia de hibisco é a sardella são maravilhosas!

UM POUCO DE HISTÓRIA:
A corrida do ouro foi a responsável por fazer chegar as terras altas da Mantiqueira bandeirantes como o conhecido “Oyaguara”, Gaspar Vaz da Cunha, por volta de 1703, dizem que “ficou encantado com a exótica e exuberante paisagem da região do Sapucaí e não sabia que estava desbravando os caminhos que, mais tarde, levariam ao paraíso na terra, ornado de opulenta vegetação, solo fértil, clima excepcional e água salubérrima.”
O primeiro residente desta terra foi Inácio Caetano Vieira de Carvalho, que em meados de 1771 subiu os degraus da Serra Preta, na Mantiqueira, em direção ao Pico do Itapeva, vindo de Taubaté, fixando-se com sua família durante 18 anos nos Campos da Mantiqueira. Fundou a Fazenda Bom Sucesso, requereu e obteve carta de sesmaria do Governador da Capitania de São Paulo e lutou para defender as divisas de São Paulo contra seu vizinho sesmeiro, João da Costa Manso, da Fazenda São Pedro, das bandas de Minas Gerais.
A cidade deve seu nome ao brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, ele que nem a conheceu, tendo recebido em hipoteca as terras de Ignácio Caetano, em 1823, batizando-as de Fazenda Natal, dada a proximidade das festividades natalinas no ato da escritura, no ano de 1825, posteriormente conhecida como "Os Campos do Jordão". Com a divisão das terras após sua morte, em 1827, o português Matheus da Costa Pinto, morador de Pindamonhangaba, ficou com uma área à beira do Rio Imbiri (região próxima à Vila Jaguaribe). Matheus é uma das figuras mais importantes, pois iniciou a construção de uma capela, escola e o Hospital para pessoas com problemas respiratórios, isto é, iniciou a construção da cidade.
Campos do Jordão localiza-se a 1.700 metros de altitude o seu clima tropical de montanha faz com que o sol esteja presente praticamente o ano todo. A luminosidade costuma atingir o seu grau máximo no inverno, quando então a temperatura chega a cair até a 5 graus negativos, embora já tenha atingido, no passado, a 18 graus abaixo de 0, em 1992.
A cidade está localizada em um vale; a parte plana não ultrapassa 500 metros de largura onde se alinham os seus três núcleos principais: Vila Abernéssia, Vila Jaguaribe e Vila Capivari. Vila Abernéssia é o centro comercial e administrativo da Estância, Vila Jaguaribe tem uma parte turística e outra residencial e Capivari é a vila turística, por excelência.
É nela e em seus arredores que se concentram os melhores hotéis e restaurantes, confeitarias e shoppings, além de luxuosas residências que lembram chalés suíços e palacetes imponentes, de estilo normando. A Estância é dotada de parque hoteleiro de categoria internacional.
Cantada como a Suíça Brasileira pelo seu clima inigualável, é reverenciada como o Altar da Solidariedade Humana pela cura de milhares de brasileiros que, recuperados de doenças pulmonares, retornaram sadios aos seus lares, em todos os quadrantes do País, Campos do Jordão tornou-se a mais importante estância climática do Brasil.
Além de sua famosa malharia - conhecida no mundo todo -, o seu chocolate caseiro, seus doces e compotas, até mesmo as resinas de seus vastos e majestosos pinheirais são industrializadas e suas águas minerais, captadas através dos mais elevados padrões de técnica e higiene, correm das fontes mais puras do planeta. A sua maior matéria-prima, porém, é aquela que exporta, generosamente, sem retorno de divisas: a saúde.
http://www.camposonline.com.br/cultura/historia/default.asp
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